top of page

Meu primeiro menage Masculino 🔞🔥

7 de out.
12 min de leitura

Costumamos dizer que o meio liberal é evolutivo. Eu sempre achei essa frase interessante, mas jamais imaginei que a minha própria experiência me levaria tão longe e tão cedo.

Muito menos que, um dia, meu marido seria o homem a me incentivar a viver uma experiência com outro.


Mas, para entender como tudo aconteceu, preciso voltar um pouco no tempo…


Antes de me casar com meu atual marido, nós já éramos muito cúmplices. Namorávamos à distância e, durante quase dez meses, vivemos separados por muitos quilômetros. Ele sempre fazia questão de viajar até o meu estado natal para me visitar. Até que, em determinado momento, veio o convite:


— Quero que você conheça a minha casa. Quero te apresentar meu mundo.


Aceitei.


Marcamos de passar o Réveillon juntos e, naquela viagem, conheci sua casa, seus amigos, sua família e pessoas que, com uma facilidade surpreendente, acabaram se tornando meus amigos também.

Fui recebida tão bem que logo me senti à vontade naquele novo ambiente.

Foi também nessa viagem que comecei a conhecer melhor sobre o meio liberal e algumas das amizades dele que já faziam parte daquele universo.


Eu antes solteira já tinha tido várias experiências e momentos que se caracterizavam do meio liberal, eu só não sabia que existia um nome que caracterizavam as fantasias e desejos que já havia vivido e as que ainda gostaria de viver.

Mas, meu marido foi quem me apresentou esse universo, na época era meu namorado/noivo, ele era o cara que compactuava das mesmas fantasias e desejos que eu, o cara que eu sempre quis.


Bom, e sobre as fantasias que eu ainda não havia vivido, nesta viagem nos dois conversando ele me perguntou se eu já havia feito um ménage masculino, dois homens ao mesmo tempo só pra mim.


E não, eu nunca tinha feito. Confesso que já havia tido curiosidade mais nunca ninguém que topasse.


Era uma fantasia que existia na minha cabeça, mas que eu nunca tinha tido a oportunidade realmente de viver.


Ele falava muito dos amigos.


Mas havia um em especial.


Seu melhor amigo.


Meu marido já tinha me contado algumas das aventuras que os dois haviam vivido juntos no meio liberal. Às vezes, falava de maneira casual, como quem apenas compartilha uma história.


Outras vezes, eu tinha a impressão de que ele sabia exatamente o efeito que aquelas histórias provocavam em mim.


Também já havia comentado sobre o corpo do amigo, dizendo que ele era muito bem-dotado e que suas experiências anteriores tinham sido bastante intensas.


Eu fingia naturalidade.


Fazia uma brincadeira.


Mudava de assunto.


Mas depois, quando ficava sozinha, minha imaginação fazia o trabalho que eu fingia não fazer.


Eu comecei a pensar nele.


Sem sequer conhecê-lo.


Imaginava seu jeito, seu olhar, sua personalidade.

Como e quem era ele.


E me perguntava se ele realmente seria tudo aquilo que meu marido descrevia.


Até que finalmente em uma dia qualquer que saímos para almoçar e tomarmos uma cervejinha, despretensiosamente eu o conheci!


Foi em um barzinho.


Meu marido nos apresentou e, nos primeiros minutos, tentei agir normalmente.


Mas alguma coisa naquele homem me chamou atenção imediatamente.


Não era apenas beleza.


Era presença.


Ele tinha um jeito seguro, tranquilo, quase provocador.


E tinha os olhos.


Principalmente os olhos.


Nossos olhares se encontraram pela primeira vez por acaso.


Ou pelo menos foi o que tentei acreditar.


Desviei.


Alguns minutos depois, aconteceu novamente.

Dessa vez, ele sustentou o olhar por um pouco mais de tempo.


Eu sorri sem querer.


Ele também.


E pronto.


Começou ali um daqueles jogos silenciosos que ninguém assume, mas que os dois entendem perfeitamente.


Eu conversava com meu marido, mas às vezes percebia aquele olhar sobre mim.


Quando olhava de volta, ele não desviava imediatamente.


E aquilo despertava uma sensação que eu não sabia explicar.


Era como se, por trás daquele rosto tranquilo, houvesse exatamente o homem que meu marido havia descrito.


Um pouco atrevido.


Um pouco perigoso.


Com aquela expressão de quem provavelmente pensava coisas que jamais diria em voz alta.


E eu gostava daquela impressão e da sensação que estava sentindo.


Até mais do que deveria.


Naquela dia, voltamos para casa e confesso que pensei nele.


E foi aí que percebi que a curiosidade já tinha deixado de ser apenas curiosidade.


Meu marido consequentemente também percebeu.


Eu comecei a fazer mais perguntas sobre ele e demonstrar mais curiosidade.


Alguns dias depois, meu marido me acordou bem cedo.


— Amor, acorda!

Tenho uma surpresa para você.


Ainda sonolenta, perguntei:


— Que surpresa?


Ele apenas sorriu.


— Se arruma. Quero você linda e cheirosa.


Aquilo imediatamente despertou minha imaginação e junto curiosidade para saber o que era.


Me arrumei sem fazer muitas perguntas.


Até que, por volta das oito da manhã, a campainha tocou.


Meu marido me olhou.


Aquele sorriso entregava que ele sabia exatamente o que estava fazendo.


— Vai abrir.


Meu coração acelerou.


— Como assim? Quem é?


Ele não disse nada.


Então caminhei até a porta tentando parecer tranquila.


Quando abri, bem vagarosamente, parei.


Era ele.


O melhor amigo do meu marido.


Por alguns segundos, simplesmente fiquei olhando.


Depois olhei para meu marido.


— É ele?


Ele riu.


— É.


Senti um frio no estômago.


Ele entrou carregando uma garrafa de whisky, alguns frios e petiscos.


E aquilo tornou tudo ainda mais estranho.


Era uma manhã.


Oito horas.


Whisky.


Nós três.


Eu sabia que não se tratava simplesmente de uma visita.


Sentamos na sala.


Eu fiquei no meio.


Meu marido de um lado.


Ele do outro.


Começamos conversando, rindo e contando histórias.


E talvez aquela normalidade fosse justamente o que mais me deixava excitada.


Porque, por fora, parecíamos apenas três pessoas passando uma manhã juntas.


Por dentro, eu estava completamente consciente da situação.


Eu olhava para um.


Depois para o outro.


E pensava:

“Meu Deus… eu realmente estou entre os dois.”


Uma bebida.


Depois outra.


O whisky começou a aquecer meu corpo.


Minha timidez ia diminuindo a cada copo que bebia.


Eu ria mais facilmente.


Comecei a sustentar os olhares.


E então vieram os primeiros toques.


Uma mão repousando sobre minha perna.


Um carinho breve.


Outro toque.


Nada apressado.


Nada que parecesse exigir alguma coisa.


Mas cada gesto parecia perguntar silenciosamente se eu queria continuar.


E eu continuava.


Meu corpo já estava quente.


Minha respiração, mais curta.


Eu sentia uma mistura deliciosa de nervosismo e expectativa.


Era estranho perceber que eu estava ali, entre dois homens, e que ambos sabiam exatamente por que estávamos naquela sala.


Meu marido percebeu minha mudança.

Ele sempre percebia.


Aproximou-se de mim, puxou meu rosto para ele e me beijou.


Eu senti imediatamente a diferença.


Até então, havia expectativa.


Naquele momento, havia intenção.


O beijo ficou quente e mais demorado.

Mais intenso.


E eu sabia que o amigo dele estava vendo.


Quando meu marido se afastou, olhou para mim.


Depois para o amigo como se consentisse.


Não precisou dizer muita coisa.


Eu também entendi.


Aquele era o momento em que a fantasia deixava de ser apenas uma fantasia.


Olhei para o homem ao meu lado.


Ele veio se aproximando.


Nossos olhos se encontrando novamente.


Só que dessa vez não havia barzinho, distância ou outras pessoas ao redor.


Eu podia sentir a expectativa no ar.


E, pela primeira vez, deixei de me perguntar se deveria.


Quis descobrir.


Meu marido permaneceu perto.


Seguro.


Tranquilo.


E essa segurança me deu coragem.


O beijo aconteceu ali na frente do meu marido.


E foi como atravessar uma fronteira.


Depois dele, tudo parecia diferente.


Meu marido se levantou do sofá e começou a tirar meu vestido lentamente.


Eu estava sem nada por baixo dele, como se fosse alguém que já soubesse o que ia acontecer.


Foi sem pressa.


Um movimento de cada vez.


Eu sentia meu rosto queimando, minhas pernas tremerem de desejo e, ao mesmo tempo, não queria que aquele momento terminasse.


Ele fazia questão de prolongar a expectativa, enquanto o amigo se aproximava e acompanhava cada movimento e o ajudava com suas mãos delicadas deslizando no meu corpo.


Meu marido tirava meu vestido descobrindo meus glúteos avantajados e despidos.


Enquanto sentia as primeiras carícias daquela segunda mão.


Eu fechei os olhos por alguns segundos.


Minha respiração falhou.


Não era apenas o toque.


Era saber que os dois estavam ali.


Era o olhar do meu marido.


Era a presença daquele homem que eu havia desejado conhecer melhor desde aquela noite no bar.


Beijei meu marido e nossos olhares se encontraram como se eu buscasse seu consentimento para avançar em seu amigo, e ele consentiu.


Meu marido me conhece mais do que ninguém e sabia que eu estava pegando fogo por dentro.


Ele sabe o fogo que sou e adora ver meu rosto coberto da safadeza que é ativada quando estou com meus pensamentos e desejo a flor da pele.


É como se o meu prazer fosse o prazer dele.


Ele me deixa livre pra ser quem sou sem pudor.


E então eu me voltei para seu amigo que estava sentado no sofá ainda e comecei tirando sua camisa.


Fui descendo aos poucos olhando em seus olhos, comecei pelo cinto, dali já pude me certificar do pouco do que meu marido já havia me dito sobre ele.

Estava pulsante, crescendo mais e mais.


Era a sensação de finalmente descobrir se tudo aquilo que minha imaginação havia criado correspondia à realidade.


E correspondia.


Talvez até mais do que eu esperava.


Eu não resisti, tirei o que havia de roupa dele e do meu marido, queria os dois pra mim.


Comecei usando minha boca em seus membros, oscilava entre o dele e o de meu marido.


Olhando nos olhos dos dois como quem deseja com a alma.


Meu marido me envolvia em seus braços enquanto o amigo se aproximava criando um espaço para me satisfazer também, com a sua boca.


Ele começou lentamente me encharcando de sua saliva, fiquei mais do que já estava.


Parecia que ele já conhecia meu íntimo.


Foram movimentos uniformes e que vibravam no lugar certo.


meu marido se deliciava dos meus seios.


Eu me sentia desejada de uma maneira completamente nova.


E, pela primeira vez, não senti necessidade de controlar cada reação.


Deixei que meu corpo respondesse.


Deixei que minha respiração denunciasse o que eu estava sentindo.


Deixei que eles percebessem.


A sala ficou pequena.


As mãos se encontravam.


Me apalpavam.


Os corpos se aproximavam.


E eu já não sabia se estava mais nervosa ou excitada.


Talvez os dois.


Em determinado momento, meu marido me olhou daquele jeito que dizia que ele sabia exatamente o que estava acontecendo dentro de mim.


Sorri.


E foi o suficiente.


Fomos para o quarto.


Ali, longe da conversa e das distrações, a atmosfera mudou novamente.


Não havia mais necessidade de fingir naturalidade.


Não havia mais espaço para aquela timidez inicial.

Eu estava entregue à experiência.


Os minutos seguintes se confundem na minha memória como uma sequência de beijos, carícias, risadas baixas, respirações aceleradas e aquela sensação inebriante de estar vivendo algo que, poucas horas antes, parecia impossível.


Eu passei a conduzir as coisas como se já tivesse tido experiências antes. Foi como se eu tivesse nascido pra viver aquele momento.


Enquanto um que ficava em minha frente eu usava minha boca e o outro vinha atrás me satisfazendo com a sua.


Seu amigo colocou uma camisinha e começou me penetrar, lembro da primeira sensação ao entrar tudo.


Foi delicioso.


Tudo acontecia em sincronia.


Sessões de revezamento.


Os dois me satisfaziam e me saciavam.


Lembro-me especialmente da sensação de olhar para meu marido em determinados momentos.


Ele estava ali.


Participando.


Observando.


E, principalmente, feliz.


Isso me dava uma segurança que eu não sabia que precisava.


Não havia disputa.


Não havia comparação.


Havia cumplicidade.


E talvez tenha sido justamente isso que tornou tudo tão intenso.


Não deu muito tempo, cheguei ao meu ápice. Um orgasmo que jamais imaginei sentir.

Um prazer tremendo.


Eu me contorcia e tremia de excitação, queria mais.


Queria ver o prazer deles também, que eles gozassem pra mim.


E consegui, gozaram pra mim.


Quando finalmente paramos, eu estava completamente desarrumada.


Meu cabelo havia perdido qualquer tentativa de organização.


Meu vestido estava longe de onde deveria estar.

Eu estava quente, cansada e sorrindo.


Meu marido me olhou e perguntou:


— Tudo bem meu anjinho?


Eu respirei fundo.


Ainda tentando recuperar o fôlego, respondi:


— Acho que você me conhece melhor do que eu mesma.


Ele riu.


O amigo dele também.


E eu comecei a rir junto.


Era impossível acreditar que aquela manhã havia começado com uma campainha tocando às oito da manhã.


Mas, enquanto olhava para os dois, uma sensação diferente começou a surgir.


Eu sabia que aquilo não terminaria ali.


Não sabia exatamente quando aconteceria novamente.


Não sabia o que aquela experiência significaria para nós.


Só sabia que aquele homem não seria apenas uma lembrança daquela manhã.


E eu estava certa.


Depois daquela primeira vez, ainda viveríamos outras histórias.


Haveria mais encontros.


Haveria distância também pela correria do dia a dia.


Depois de mais ou menos uns 9 meses, não havíamos repetido aquele momento de novo.


Confesso que eu fiquei com a ânsia por mais.


Eu finalmente tinha descoberto em mim, um novo desejo.


E aquilo ficou guardado na minha imaginação, do quanto foi bom.


Que eu precisaria viver aquilo de novo.


Com meu marido.


Até que um dia fui eu quem olhou para meu marido e disse:


— Quero que você chame ele novamente.

Meu marido sorriu.


E aquele sorriso dizia que ele já sabia que isso aconteceria, mesmo que tivesse demorado.

Foi a partir dali que tudo mudou.


O que começou como uma fantasia passou a ganhar outra camada.


Nasceu carinho.


Confiança.


Cuidado.


Hoje, ele também me mima com autorização do meu marido, cuida de mim e criou comigo uma relação que vai muito além daquela primeira experiência. Uma grande amizade e afinidade.


Não como quem me queira pra ele, mais que aproveita cada momento de nós 3.


E meu marido acompanha tudo com uma tranquilidade que, naquela manhã, eu jamais teria imaginado. Ele enxerga tudo com muita maturidade porque é algo construído com transparência, respeito e confiança.


Ele vê o carinho que existe entre nós.


E fica feliz em saber que sou tratada como tenho que ser.


Eu e meu marido costumamos dizer que as pessoas que entram em nosso relacionamento, são como um brinquedo sexual nosso, do casal.


Sem riscos de confundirmos ou misturamos as coisas.

por que no final sempre será eu e meu marido quando tudo acabar. Nós fazemos isso juntos.


Para isso rege muita maturidade de todos, e vejo que somos muito maduros pra isso.

Nunca houve conflito entre nós.


Tanto que, algum tempo depois, meu marido me deu uma liberdade que transformaria novamente a nossa história:


ficar com ele sozinha.


Apenas nós dois.


E foi aí que percebi que aquela primeira manhã tinha sido o começo de uma aventura.


O começo de uma história.


Uma história que ainda hoje continua.


Mas a primeira vez que meu marido me deixou sozinha com outro homem…


Essa merece um conto à parte.



Essa…

é a próxima história.




Uma reflexão sobre o ménage masculino...


Depois de viver uma experiência como essa, comecei a perceber que um ménage masculino pode significar coisas muito diferentes para cada casal.

Para alguns, pode ser apenas uma fantasia realizada.

Para outros, uma experiência pontual.

E, para algumas pessoas, pode representar algo muito mais profundo: uma maneira de explorar o desejo dentro de uma relação construída sobre confiança, diálogo e liberdade.

No nosso caso, talvez a parte mais importante nunca tenha sido simplesmente a presença de outro homem.

Foi a confiança.

A confiança que uma mulher precisa ter no homem que está ao seu lado para conseguir se entregar à experiência sem medo de que aquilo seja usado contra ela depois.

E também a confiança que um homem precisa ter na mulher que ama para vê-la desejando outra pessoa sem transformar esse desejo em ameaça.

Porque existe uma diferença enorme entre permitir alguma coisa e confiar verdadeiramente.

Permitir pode ser apenas dizer:

“Eu deixo.”

Confiar é conseguir pensar:

“Eu sei quem está ao meu lado, sei o que construímos juntos e sei que uma experiência não diminui aquilo que sentimos um pelo outro.”

E talvez essa seja uma das maiores dificuldades dentro do meio liberal.

Encontrar pessoas dispostas a viver uma experiência não costuma ser tão difícil.

Encontrar pessoas dispostas a construir confiança, respeito, discrição, cumplicidade e constância é outra história.

Hoje, encontrar um casal disposto a construir uma conexão verdadeira com um single — seja masculino ou feminino — pode ser bastante raro.

Muitas vezes existe interesse apenas pelo momento.

Pela novidade.

Pela fantasia.

Pela adrenalina.

Mas, quando se fala em profundidade, as coisas mudam.

Porque profundidade exige tempo.

Exige conhecer pessoas.

Conversar.

Criar confiança.

Respeitar limites.

Entender que ninguém é objeto de ninguém.

E, principalmente, compreender que uma experiência liberal não precisa ser descartável para ser livre.

Existem casais que preferem viver experiências diferentes com pessoas diferentes.

E está tudo bem.

Existem casais que preferem manter tudo apenas entre os dois.

Também está tudo bem.

E existem aqueles que, como nós, percebem que algumas conexões fazem mais sentido quando existe confiança suficiente para permitir que determinada pessoa volte a fazer parte daquele universo.

Isso não significa que todos devam procurar um single fixo.

Não significa que todo casal precise viver um ménage.

Muito menos que exista uma maneira “certa” de viver o meio liberal.

Cada casal possui sua própria dinâmica, seus próprios limites e suas próprias necessidades.

Mas, para quem busca profundidade, acredito que exista uma diferença enorme entre simplesmente encontrar alguém para viver uma fantasia e encontrar alguém com quem seja possível construir uma relação de confiança dentro daquela fantasia.

Porque, no fim, o que torna uma experiência realmente marcante não é apenas aquilo que acontece entre três pessoas.

É aquilo que permanece entre duas quando tudo termina.

É poder olhar para o seu parceiro depois e continuar enxergando o mesmo amor.

É saber que nenhum desejo roubou o lugar de ninguém.

É compreender que sentir atração por outra pessoa não apaga a escolha que fazemos diariamente por quem amamos.

Talvez seja justamente por isso que, para mim, o ménage masculino acabou significando muito mais do que uma fantasia realizada.

Foi uma experiência sobre confiança.

Sobre liberdade.

Sobre cumplicidade.

E sobre descobrir que, quando duas pessoas realmente confiam uma na outra, talvez a maior prova de amor não seja impedir o outro de desejar.

Talvez seja ter segurança suficiente para conversar sobre esse desejo, estabelecer limites, respeitar escolhas e continuar escolhendo um ao outro depois.

Porque liberdade sem confiança pode virar insegurança.

Desejo sem respeito pode virar ferida.

Mas desejo acompanhado de confiança, diálogo e cumplicidade pode se transformar em uma experiência que aproxima ainda mais duas pessoas.

E talvez seja essa a parte do meio liberal que pouca gente vê.

Por trás das fantasias, dos encontros e daquilo que acontece entre quatro paredes, existe algo muito mais difícil de encontrar:

confiança suficiente para permitir que alguém entre na fantasia sem jamais ocupar o lugar de quem escolhemos para dividir a vida.

Comentários


bottom of page